Paulinho

O caçula na velha-guarda, começou em 1968, tocando na bateria.

-" O Camisa é tradição na minha família, o primeiro apitador, Panca e o Marião são os meus tios sanguíneos. Quero retratar a velha-guarda, as nossas lutas para fortalecê-la, pois a mesma é um respeito dentro de uma escola de samba e conta com integrantes com, no mínimo, trinta anos de samba. Após longos anos de serviços prestados em colaboração ao samba na escola, estão aptos a compor o quadro de componentes da ala.

A nossa velha-guarda não é muito atuante por displicência nossa. Deveríamos ter uma participação mais atuante, só que ocorre uma falta de comunicação para estarmos mais presentes dentro das atividades da escola e, se tivéssemos mais autoridade e apoiao, por parte da nossa presidente, nos faríamos mais atuantes. Porém, ninguém procura mudar; nem a diretoria e nós. Estamos lutando paralelamente e levando o nome da escola em todos os lugares onde fazemos os nossos shows.

Surgimos através da idéia de Tobias, que buscava reunir os sambistas mais antigos e colaboradores em diversos momentos na trajetória da escola. Tínhamos apenas a velha-guarda de avenida, mas não a musical. E, como somos bastantes harmoniosos desde a época do sambão onde tocávamos juntos, não houve dificuldades para a formação da velha-guarda musical. Infelizmente o chefe supremo, Tobias, o amigo-presidente, não chegou a nos ver atuando.

O samba atual progrediu muito e está de parabéns! Caso necessário, na nossa época, íamos a pé, de ônibus, carregávamos blocos, tudo pela nossa bandeira. Hoje, se a escola está forte e se tornou numa potência, não se pode esquecer que os antigos foram os precursores. Um dia essa velha-guarda passará e será apenas memória e os novatos de hoje, se Deus permitir, integrarão a velha-guarda do amanhã, ocupado por nós. É como o ciclo da vida, a velha-guarda nunca morrerá!

A minha época marcante são todas, onde quer que a bandeira se faça presente. Os grande nomes da velha-guarda são: Santa Maria, Tio Mario, Mourão, Nelson Primo e tantos outros, mas esses são as raízes e a tradição dentro da escola. Não desfilem só por desfilar. Tenham amor ao Pavilhão, indiferentemente da colocação que a escola conquistar. Vamos nos engajar com carinho e amor."