MS e PB - Casal Mirim

Os novos talentos que despontam a brilhar com a bandeira do enredo da verde e branco começaram uma promissora trajetória sambística motivados no "cabo" de sua avó materna.

Quando pequenos, a presente e atuante avó na vida deles pegava um cabo de vassoura, amarrava ao mesmo um pedaço de pano, entregava e ordenava à neta que rodasse, enquanto o irmão tinha a função de dançar à volta dela. Conseqüentemente, dessa brincadeira saudável e feliz desenvolveram um talento que já possuíam, porém, sem praticar: o bailar de um casal de Mestre e Sala e Porta-Bandeira.

O sambista do lar era o pai, atuante no Flor de Vila Dalila, onde participava sem a presença dos filhos que, mesmo tendo condições de freqüentar o samba, não mostravam interesse. Entretanto, após adquirirem gosto pela dança e alimentar o desejo em aprender os encantos da dança de um mestre-sala e porta-bandeira, em 1990, assumiram o pavilhão mirim do Flor de Vila Dalila. Nessa escola desfilaram onze anos, acumulando muitas alegrias e algumas decepções. Em 2001, passam a defender o 2º pavilhão do Camisa Verde, a convite de Tia Cleusa que, em qualquer bate papo se emociona e se orgulha em ser uma das responsáveis pela vinda dos irmãos à Barra Funda e, ainda, a apresentadora oficial do casal.

Muitas são as personalidades que configuram as paginas dessa trajetória de sucessos: a avó, incentivadora através das brincadeiras; os pais, o alicerce presente na vida deles; Gabi e Vivi, os queridos soberanos nos quais se espelham na conduta de postura, dedicação e amor perante ao pavilhão; a AMESPBEESP, que colabora para o aprendizado e aperfeiçoamento dos mesmos; Tia Cleusa, a transmissora de força, paz e segurança; Tio Hélio Bagunça, o canalizador dos talentos da dupla, dentre tantos outros...

Agradecem também toda a comunidade pelo carinho e o amor dispensados, ratificando e fortalecendo o espírito de ser um autêntico verde e branco e, principalmente, o ideal de defender por longos anos a nossa estimada bandeira, tão querida. Desejam construir uma maravilhosa história nos anais do carnaval paulistano. Oxalá permita encerrar com chave-de-ouro todos os momentos dessa longa jornada, fáceis ou não, da nossa vida sambística com o apoio e participação de todos os corações sambísticos.

Eis aqui o prefácio da história desse casal, que contribuirá para o engrandecimento do samba no Estado de São Paulo. Aos irmãos marfim, se preferir, os marfins da Barra Funda, os nossos votos de saúde, paz e força!. Hoje, vocês são uma realidade, que muitos sambistas, verde e branco ou não, consideram grandes promessas para ingressar ao hall dos melhores em SP. Brilhem! cresçam! conquistem! mas permaneçam humildes e não percam jamais uma das melhores dádivas que Deus vos deu: o sorriso de marfim. Logo, salve aos vossos sorrisos transmissores de tantas energias positivas que, associados a essa jóia da natureza, sustentada por fortes elefantes africanos, simbolizam o verdadeiro espírito de ser guerreiro, sambista, negro e vencedores. Vamos à luta, essa é uma pequena parte de uma obra que se principia. O nosso trevo irradia folhas verdes, verde esperança de que o futuro possa sempre sorrir.