MS e PB
A PORTA-BANDEIRA é a figura mais representativa de uma Escola de Samba, da mesma forma que a PORTA-ESTANDARTE nos Blocos Carnavalescos (que, entretanto, não é julgada), pois a elas cabem a honra de conduzir o Pavilhão da Entidade. Cabe a ela, PORTA-BANDEIRA, mostrar garbo, graça, elegância e dança com desenvoltura, com movimentos distintos, sem visagens desnecessárias.
MESTRE-SALA, somente nas Escolas de Samba, é o guardião do Pavilhão, surgiu da necessidade existente, no passado, de que o mesmo não fosse arrebatado pelas Entidades rivais. O MESTRE-SALA, atualmente, tem outra finalidade, qual seja, chamar a atenção para o PAVILHÃO e todo o seu trabalho deve se voltar para a PORTA-BANDEIRA, portanto a ele são permitidos todos os movimentos, desde que pareçam naturais e se voltem para a PORTA-BANDEIRA e o Pavilhão.
Na função, a PORTA-BANDEIRA e o MESTRE-SALA se identificam plenamente, pois executam um bailado no ritmo do Samba (NÃO DEVENDO NUNCA SAMBAR) fazem constantemente movimentos sincronizados, tem variedade de passos e entendem-se a um simples olhar, nunca se comunicando verbalmente.
A PORTA-BANDEIRA jamais se curva a qualquer pessoa, uma vez que ela ostenta o ponto máximo da ESCOLA DE SAMBA que é o seu Pavilhão. O seu bailar tem características próprias que são movimentos giratórios em torno de seu próprio eixo, no sentido horário e anti-horário, segurando o mastro de seu Pavilhão apenas com o dedo mínimo, perpendicularmente ao solo.
A elegância do casal de MESTRE-SALA & PORTA-BANDEIRA é de extrema importância, constituindo faltas graves imputadas ao MESTRE-SALA que colocar os joelhos, as mãos ou deitar-se ao chão ou dar as costas a Porta- Bandeira. A Porta-bandeira deve conduzir o Pavilhão sempre desfraldado e sem enrolá-lo no próprio corpo, ou carregá-lo nas costas. Em nenhum momento o casal pode se chocar corporalmente.
Um par entrosado sabe que sua apresentação não permite momentos para exibição individual, o movimento de um tem sempre de estar relacionado ao movimento do outro.
Um casal ricamente fantasiado chama a atenção, não há como negar, mas a fantasia é dado que não deve ser considerado no julgamento da dupla.
Finalmente, um último dado: mais importante do que a Porta-Bandeira e do que o Mestre-Sala é o Pavilhão da Escola. Todo o trabalho do casal deve voltar-se para o Pavilhão. Ele é a razão da existência da dupla.
Importante: Quando a Entidade apresentar mais de um casal, caberá ao segundo conduzir o Pavilhão do Enredo, que não será julgado.
PARÂMETROS BÁSICOS PARA O JULGAMENTO DO QUESITO MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
Sincronismo: É o perfeito entrosamento entre os movimentos do casal.
Postura: É a forma de conduzir e apresentar o Pavilhão da Escola com altivez, simpatia e elegância.
Estilo: É maneira singular do casal e evoluir. Apenas eles devem bailar dentro do desfile. Deve-se observar a criatividade e desenvoltura dentro deste bailado.
Gabriel de S. Martins - AMESPBESP